Ressignificar a idade!
- Daniela Cracel
- 27 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de jan.

BORBOLETE-SE
Edição Comportamento Feminino
Kate Winslet e a ressignificação da idade feminina
Por que envelhecer deixou de ser um tabu e passou a ser um posicionamento
Por Daniela Cracel
A discussão sobre envelhecimento feminino ganhou novos contornos nos últimos anos, especialmente quando figuras públicas passaram a questionar, de forma aberta, a pressão estética e simbólica imposta às mulheres a partir dos 40 anos. Um dos nomes centrais nesse debate é Kate Winslet.
A atriz britânica tem se posicionado de maneira consistente contra a lógica que associa valor feminino à juventude. Em entrevistas recentes, Winslet afirma que não pretende “corrigir” o próprio corpo para atender a expectativas externas. Sua postura não se limita à estética: trata-se de uma mensagem sobre identidade, autonomia e saúde mental.
Especialistas em psicologia apontam que a ressignificação da idade é um processo fundamental para o bem-estar emocional das mulheres maduras. Estudos mostram que, a partir dos 40, muitas mulheres experimentam uma queda na autoestima relacionada ao etarismo — preconceito etário que afeta oportunidades profissionais, relações afetivas e a forma como são representadas socialmente.
Ao assumir publicamente o envelhecimento como parte natural da vida, Kate Winslet contribui para ampliar o repertório simbólico disponível às mulheres. A mensagem é clara: envelhecer não é perder potência, mas reorganizá-la.
Na prática clínica, observa-se que mulheres que conseguem se libertar da necessidade constante de validação estética tendem a desenvolver maior clareza emocional, autonomia nas decisões e relações mais equilibradas consigo mesmas e com o outro.
Ressignificar a idade, portanto, não significa negar as transformações do corpo, mas compreendê-las como parte de um ciclo legítimo da existência feminina — um movimento que une saúde mental, identidade e liberdade emocional.





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