Quando o amor adoece!
- Daniela Cracel
- há 2 dias
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Quando o amor adoece!
Por Daniela Cracel
Elas não chegam dizendo que adoeceram por amor.
Chegam cansadas. Sem nome para o que sentem.
Com o corpo pesado, o sono quebrado e uma culpa que não sabem explicar.
Nos últimos anos, cresceu o número de mulheres que procuram ajuda psicológica relatando sintomas difusos: exaustão, ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de presença e um cansaço que não melhora com descanso. Em comum, quase todas carregam uma mesma história — relações em que precisaram diminuir a si mesmas para caber.
Este editorial nasce do encontro entre o que a vida vive e o que a psicologia traduz.
As histórias que você vai ler aqui são reais.
Com nomes protegidos, mas com dores inteiras.
Não são “casos clínicos”. São trajetórias humanas.
O que se repete nelas não é fragilidade.
É sobrecarga emocional.
É abandono silencioso.
É a aprendizagem precoce de que sentir demais cansa, falar demais incomoda e existir demais ameaça vínculos.
Quando não há espaço para a fala, o corpo assume a tarefa de avisar.
E ele avisa com insônia, tensão, dores sem causa aparente, ansiedade persistente, dificuldades de vínculo e uma sensação constante de não pertencimento.
A psicologia entra aqui não como rótulo, mas como tradução.
Traduz o que o corpo grita.
Dá nome ao que machucou.
E abre caminhos possíveis de reconstrução.
Este espaço é um território de reconhecimento.
Se você se reconhece em alguma história, isso não é coincidência — é memória emocional pedindo cuidado.
Porque toda dor tem uma história.
E toda história, quando é escutada, pode começar a se curar.
— Daniela Cracel
Psicóloga | Criadora do Método Borbolete-se





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